Amor Líquido: a problemática das relações amorosas e dos vínculos familiares na literatura contemporânea

 


“A humanidade é uma grande esperança perdida. Cada homem está trancado dentro de si mesmo e sua alma é semelhante a um poço onde só o sofrimento vive e se agita”.(Tennessee Williams)

Como são afetadas as relações amorosas e os vínculos familiares na era do amor líquido?

Em Amor Líquido, Bauman (2005) afirma que o “amor líquido” representa a fragilidade dos laços humanos e a série de artimanhas que os seres humanos engendram para substituí-lo. Ao tentar definir a temática dessa obra, afirma que “(…) o principal herói deste livro é o relacionamento humano.” (BAUMAN, 2004, p. 08)

Para o autor o amor líquido é resultado da modernidade líquida ou pós-moderna. Esse período se traduz num mundo cada vez mais fragmentado e de um sujeito cada vez mais confuso consigo mesmo, com o espaço que ocupa e com o tempo que o rodeia.

Numa entrevista, a Revista Cult1, Bauman afirma que

(…) A modernidade líquida é um momento em que a sociabilidade humana experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputas e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento a longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política. (OLIVEIRA, 2009)

Essa crise provocada pela modernidade líquida assola o indivíduo com o individualismo e o narcisismo exacerbado. Vive-se hoje num mundo fragmentado, sem referências e à deriva. Essa nova realidade tem afetado diretamente o cotidiano das pessoas, trazendo interferências negativas, em especial nos relacionamentos.

O pensador reflete sobre esse retrato do mundo contemporâneo “o amor líquido”, tanto nos relacionamentos pessoais como no convívio social cotidiano, numa sociedade mediada por tecnologia. Ele diz:

(…) talvez seja por isso que, em vez de relatar suas experiências e expectativas utilizando termos como “relacionar-se” e “relacionamentos”, as pessoas falem cada vez mais (auxiliadas e conduzidas pelos doutos especialistas) em “conexões”, ou “conectar-se” e “ser conectado”. Em vez de parceiros, preferem falar em “redes”.(BAUMAN, 2005, p.12)

Desta forma, a internet assumiu a função de conectar pessoas, formar redes de relacionamentos, cada vez mais flexíveis.

Bauman busca investigar as fragilidades desses novos laços humanos, bem como a insegurança que esses desejos conflitantes geram nos relacionamentos, tanto de estreitá-los como de mantê-los frouxos. Sobre isso, ele afirma que

(…) a misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e aprender. (BAUMAN, 2005, p. 8)

Segundo Bauman, a modernidade líquida criou uma nova era nos relacionamentos, que estão cada vez mais fragilizados e desumanizados.

Como corpus ficcional de análise, escolheu-se abordar duas obras literárias, um romance experimental brasileiro Mamma, son tanto felice, de Luiz Ruffato2 e uma peça teatral estadunidenseUm bonde chamado desejo3, de Tennessee Williams.

Assim, propõe-se análise dessas duas obras literárias que tematizam a existência humana e refletem sobre o comportamento humano, por meio de suas personagens diante do amor/desamor e dos vínculos familiares.

O amor líquido na literatura

Ao se considerar que as relações amorosas e os vínculos familiares estão cada vez mais flexíveis, permite-nos vivenciar o amor líquido e com ele a fragilidade e a inconstância dos laços humanos. Portanto, neste artigo, parte-se do pressuposto que a construção das personagens e que a presença de traços do chamado “amor líquido”, permeiam as relações sociais nas obras literárias analisadas.

A obra Mamma, son tanto felice (2005), de Luiz Ruffato, apresenta uma forma de construção literária experimental tanto pela fragmentação textual como por sua não linearidade narrativa e estrutural. A linguagem utilizada, no texto, é coloquial, com um intenso refinamento linguístico, incluindo invencionices verbais, uso de neologismos e regionalismos.

A obra tematiza a existência humana. Dividem-se em seis histórias/fragmentos, todas com títulos. As narrativas são, respectivamente, Uma fábula retrata uma pequena comunidade italiana chamada Rodeiro, no interior de Minas Gerais. Um pai (Michelotto velho) vingativo e violento mata cruelmente a filha, depois acompanha o desmoronamento familiar e a morte da esposa; Sulfato de morfina aborda a doença de Dona Paula e rememora sua relação com o marido, já falecido e os filhos adultos; Aquário apresenta um encontro entre mãe e filho (Carlinhos) em que ajustam situações aflitivas e conflituosas do passado familiar; A expiação conta a história de um homem padece pela culpa por ter provocado um acidente fatal; O alemão e a puria narra a trajetória de um casal incomum, um homem enorme casado com uma mulher baixinha. Um alemão recém-casado com uma puria. Um dia, o alemão desaparece, sem deixar vestígios; O segredo revela que um homem guarda um segredo e vive conflitos existenciais.

Como recorte, neste artigo, propõe-se somente a análise da última história/fragmento. O segredopossui 25 fragmentos numerados em algarismos romanos e apresenta um personagem chamado “o professor”, que ouve durante toda a narrativa os compositores Bach e Beethoven, questionando-se qual das óperas ele deveria escolher. Ao longo da leitura, descobre-se que ele escolhe a trilha sonora de sua morte, ficando entre a cegueira de Bach ou a surdez de Beethoven.

Um ponto importante de análise dessa história é a relação com a memória. A personagem rememora o passado por meio de flashbacks e alguns fluxos de consciência, ficando no limiar entre a memória e o delírio, em várias passagens do texto.

Durante a leitura, há uma construção da personalidade de Francisco, um menino que fora na infância pobre e feliz, ao lado da mãe e dos irmãos. Sua identidade e a felicidade vão sendo perdidas ao longo do texto. Aos poucos, a criança feliz vai se transformando num adulto solitário, desconfiado e sem alteridade. Esse é o caminho que o personagem vai trilhando, primeiro como professor, depois como escritor, para finalmente ir desumanizando-se, até se transformar em “terno-gravata”.

O professor é o menino Chico, descendente de italianos e que na infância morava num lugarejo chamado Rodeiro. “E o Meritíssimo Senhor Juiz prosseguiu: – Senhor Francisco Pretti: o senhor se declara culpado ou inocente?” (RUFFATO, 2005, p. 154). Sabe-se, somente, na metade da narrativa que o nome do professor é Francisco Pretti. Este nome foi mencionado pelo juiz, durante um delírio de grandeza do professor, em que ele se imagina julgado, condenado e morto, pela sociedade.

O menino e depois o adolescente Chico, perde aos poucos o contato com os pais e com os irmãos, que por não terem estudado e por estarem em condições financeiras precárias são desprezados pelo irmão, agora estudado, com verniz intelectual e quase padre.

Esse fato fica bem nítido, na ocasião da morte da mãe “(…) alguns anos depois, morreu. Derrame… Revi meu pai. Revi meus irmãos. Tive vontade de ficar por ali com eles, mas… Já não pertencia àquele universo”. (RUFFATO, 2005, p. 25)

Percebe-se, pela leitura desse fragmento, um homem em conflito, consigo mesmo, numa crescente crise existencial que vai se incorporando a sua existência.

Abordando os relacionamentos, Bauman, frisa que “(…) no líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência.” (BAUMAN, 2005, p.8)

Ainda, de acordo com Bauman

(…) talvez a própria ideia de ”relacionamento” contribua para essa confusão. Apesar da firmeza que caracteriza as tentativas dos infelizes caçadores de relacionamentos e seus especialistas, essa noção resiste a ser plena e verdadeiramente purgada de suas conotações perturbadoras e preocupantes.(BAUMAN, 2005, p.11-12)

Observa-se na construção do personagem Francisco alguns elementos como o apego a rotina imutável e o egocentrismo, com isso reproduzindo nas relações afetivas tanto com o pai, à mãe e os irmãos, como nas relações sociais, já que ele possuía somente dois amigos, o editor chefe do jornal e o farmacêutico. Na esfera doméstica, temos um convívio do professor com Dona Conceição e um ensaio de mal sucedido romance com Silvana.

Esses relacionamentos revelam bem a falta de humanidade do professor e a tentativa de substituição de sua empregada Conceição por outra, neste caso, a filha Silvana. Não se sabe nada a respeito do caráter de Silvana e de seu comportamento, já que todas as informações são dadas por um narrador em 1ª pessoa, portanto não confiável, que se revela ser o próprio Francisco. Ele compara Silvana a uma cobra que se instalou na sua cama e na sua vida. Francisco retorna, por meio da memória, a uma história da mãe, na infância, que encontrou um ninho de cobras debaixo da cama e que o avô fez uma tocaia para exterminá-la.

O professor conta um segredo para Silvana, e que aparentemente ela o espalha. O professor, então, decide contratar um assassino para matá-la. Porém, diante da recusa do matador em eliminar uma mulher, ele oferta outra solução, matar o homem que mora com Silvana, ou seja, ele próprio. Conforme Bauman afirma “(…) o amor pode ser, e frequentemente é, tão atemorizante quanto a morte.” (BAUMAN, 2005, p. 23)

Assim, pode-se pensar na tentativa de Francisco em construir e destruir, o laço amoroso com Silvana. Diante da impossibilidade de viver este amor e do temor diante do desconhecido, ele prefere a morte.

A obra Um bonde chamado desejo (1947), de Tennessee Williams, estreou em 1947, emBarrymore Theather em Nova Iorque.

Ganhou o prêmio Pullitzer Prize e foi adaptada para o cinema em 1951. Essa peça foi sucesso de público e de crítica. Foi encenada em muitos países e traduzida para vários idiomas.

Os primeiros textos de Tennessee Williams foram aclamados pela crítica especializada. As peças do dramaturgo abordam temas4 como a morte, a violência, a paixão, o adultério e o falso moralismo. Suas personagens são urbanas e representativas da vida cotidiana norte-americana. No prefácio da peça, tem-se uma visão da apresentação e da representação dessas personagens.

(…) são criaturas tristes e solitárias: bêbados, poetas vagabundos, operários humilhados, mulheres reprimidas, homossexuais atordoados pela perseguição, atores sem papel, damas decadentes, virgens loucas, prostitutas feridas. Sem exceção, um mesmo estigma os tortura: estão sós.(WILLIAMS, 1984, p. 12)

Um bonde chamado desejo apresenta a vida do casal Kowalski (Stanley e Stella) e como esses tiveram sua rotina mudada com a chegada de Blanche Dubois, irmã de Stella. A peça tem como cenário a cidade de Nova Orleans e retrata o período histórico do pós Segunda Guerra Mundial. Eles residem num apartamento, numa área pobre da cidade e Stella está grávida. Blanche conhece Stanley, seu cunhado, e se sente desconfortável na sua presença. Blanche, após ser questionada por Stanley sobre seu passado, conta que se casou muito jovem e que o marido morreu. Stanley desconfia dessa história, em vários outros momentos, mostra-se hostil à cunhada.

O relacionamento e as intrigas são uma via de mão dupla na peça: Blanche irrita o cunhado pelas constantes reclamações que ela verbaliza e Stanley é mal visto por ela por sua rudeza e grossura. Durante uma visita de amigos para um jogo de pôquer, Stanley bebe demais e espanca Stella. Ela e a irmã fogem para o apartamento de um vizinho. No entanto, Stella volta para casa, se reconcilia com o marido numa noite de sexo selvagem. Blanche fica chocada diante da reconciliação, mas sua atenção ganha outro foco, ao conhecer Mitch, um amigo de Stanley.

Nos dias seguintes, Stanley ouve Blanche falar mal dele e desse dia em diante, torna-se seu inimigo, e disposto a destruí-la.

Na sequência da leitura, descobre-se que Blanche tem um passado promíscuo, em Laurel, cidade onde residia. Ela se sentia solitária na pequena cidade, por isso se relacionou com vários homens, destruíndo sua reputação e levando-a perder o emprego de professora.

Blanche e Stanley se tornam inimigos, agora declarados. Blanche passa a abusar do alcool e Stanley passa a investigar o passado dela, descobrindo seu segredo e o revelando para Mitch. Diante da descoberta do passado negro, Mitch abandona Blanche.

Como golpe final, Stanley compra passagens de ônibus para Blanche voltar à cidade natal, a qual havia sido quase expulsa. Diante do fato, Stella discute com o marido e no meio da briga ela pede que a leve para hospital, pois a criança irá nascer.

Blanche começa a fazer as malas e se excede na bebida. É assim que Mitch a encontra, bêbada. Mitch quer saber sobre o passado dela e ela acaba confessando a vida devassa. Depois de ouvir a confissão, ele tenta abusar dela. Ela o recusa e o expulsa do apartamento.

Na obra Amor Líquido Bauman falando sobre Eros e pensando na fronteira tênue entre a carícia e a agressão, afirma que

(…) e não há senão uma tênue fronteira, a qual facilmente se fecham os olhos, entre a carícia suave e a garra que aperta implacável. Eros não pode ser fiel a si mesmo sem praticar a primeira, mas não pode praticá-la sem correr o risco da segunda. Eros move a mão que se estende na direção do outro – mas mãos que acariciam também podem prender e esmagar. (BAUMAN, 2005, p. 22-23)

Em seguida, Stanley retorna para casa, deixando Stella em trabalho de parto no hospital. Stanley novamente fala sobre o passado impuro de Blanche, e depois a estupra.

(Ele salta na direção dela, virando a mesa. Ela dá um grito e o golpeia com o gargalo da garrafa, mas ele a agarra pelo pulso.) Largue, vamos! Largue a garrafa, sua gata-do-mato! A gente tinha esse encontro desde o começo! (Ela geme). O gargalo da garrafa cai. Ela cai de joelhos. Ele apanha a figura inerte de Blanche e a carrega para a cama. O trompete e a bateria dos Quatro Naipes soam alto. (WILLIAMS, 1984, p. 209)

A cena de estupro pode ser lida à luz da teoria de Bauman, quando aborda os produtos de consumo e os refugos. Ele diz que o desejo é um impulso de destruição. Também dialoga ao dizer que “(…) em nosso mundo de furiosa “individualização”, os relacionamentos são bênçãos ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro.” (BAUMAN, 2005, p. 8)

Para Blanche, a relação familiar, torna-se um pesadelo em que é vítima de um crime. Algumas semanas mais tarde, um novo encontro é marcado para jogar pôquer, Blanche sofre uma crise e conta a Stella sobre o estupro, porém a irmã não acredita nela. Um médico é chamado e encaminha Blanche para um hospício.

Nota-se, na peça, a relação de Stella com a irmã e marca a falta de sensibilidade e de amor de Stella para com a irmã, quando a interna no sanatório.

STELLA

Que foi que eu fui fazer à minha irmãzinha? Oh, meu Deus, que foi que eu fui fazer à minha irmãzinha?

EUNICE

A única coisa que você podia fazer. Ela não pode ficar aqui, e não havia outro lugar para ela ir. (WILLIAMS, 1984, p. 219)

A peça termina com Stalley confortando a esposa e com os outros homens jogando, indiferentes ao drama familiar.

STANLEY (um pouco hesitante) Stella?

(Ela soluça com triste desolação. Há algo de voluptuoso em sua completa rendição ao choro, agora que sua irmã se foi)

STANLEY (sensualmente, acalmando-a) Ora, meu bem. Ora, amor. Ora, ora, amor. (Ajoelha-se ao lado dela e seus dedos encontram a abertura da blusa dela) Ora, ora, amor. Ora, amor… (O voluptuoso soluço e o murmúrio sensual desaparecem sob a crescente música do piano blue e do trompete em surdina). (WILLIAMS, 1984, p. 229)

A peça pode ser lida como um retrato ácido da desintegração humana e suas conturbadas relações sociais. Observa-se, claramente que Tennessee Williams, se identifica com a temática existencial e, em alguns momentos percebe-se elementos autobiográficos “(…) filho do sofrimento e do preconceito (…), sua vida está sempre presente em sua obra literária. Em cada personagem que cria há um pouco dos fantasmas que povoam sua memória”.(WILLIAMS, 1984, p. 12)

O relacionamento conturbado com a família fez do dramaturgo um grande escritor e pensador das relações humanas, como diz Bauman

(…) Não admira que os “relacionamentos” estejam entre os principais motores do atual “boom do aconselhamento”. A complexidade é densa, persistente e difícil demais para ser desfeita ou destrinchada sem auxílio. (BAUMAN, 2005, p.9)

Assim, conforme a biografia de Williams, a literatura o salvou da tristeza profunda e da morte. Segundo, Williams “(…) os recalques apresentados no palco purgam os espectadores de seus próprios recalques: nas neuróticas criaturas, cada um projeta a sua própria neurose”. (WILLIAMS, 1984, p. 11)

Considerações

Pensa-se na era do amor líquido em algumas questões: Como viver junto? Como conviver com o outro? Como amar? Essas questões lembram o filósofo francês Barthes que diz “(…) Paradoxo erótico: os corpos estão agarrados, entretanto não fazem amor, quanto mais fechada a idioritmia mais o eros estava sendo banido (…) em direção a uma erotização da distância”. (BARTHES, 2003, p.11-12)

Bauman assevera sobre a obra Amor Líquido “(…) este livro é dedicado aos riscos e ansiedades de se viver junto, e separado, em nosso líquido mundo moderno.” (BAUMAN, 2005, p.13)

Desta forma, objetivou-se, neste artigo, refletir sobre os relacionamentos humanos observando-se como as análises e interpretações evidenciam a presença de traços do amor líquido e da modernidade líquida de Bauman, tanto na temática quanto na construção das personagens nas obras literárias.

Finaliza-se, esta discussão sem esgotar a inquietação diante do tema. Os textos dramáticos e não dramáticos contemporâneos pensam a vida e o comportamento humano, ante a barbárie e o mal-estar da modernidade líquida.

Notas:

1Entrevista de Zygmunt Bauman à Revista CULT, na Edição 138. Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/entrevis-zygmunt-bauman/>.

2RUFFATO, Luiz. Inferno provisório – Volume I: Mamma, son tanto felice. São Paulo: Editora Record, 2005.

3WILLIAMS, Tennessee. Um bonde chamado desejo. Trad. Brutus Pedreira. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

4No Brasil, Nelson Rodrigues, aborda esses temas, com semelhante acidez e crítica social.

 

Referências:

BARTHES, Roland. Como viver junto. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BAUMAN, Zigmunt. Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Trad. Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

____. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

____. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

OLIVEIRA, Denis de. A utopia possível na sociedade líquida. Entrevista com Zygmunt Bauman. São Paulo: Revista Cult. nº 138, Ano 12, ago/2009.

RUFFATO, Luiz. Inferno provisório – Volume I: Mamma, son tanto felice. São Paulo: Editora Record, 2005.

WILLIAMS, Tennessee. A streetcar named desire. London: Methuen Student Edition, 1984.

Graduação em Letras com especialização em Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória – PR. Mestrado em Teoria da Literatura pela UFSC. Doutoranda em Letras, área de concentração Teoria da Literatura na PUC/RS. Atualmente é professora da UFT.