Homossexualidade: como curar o que não é doença? Parte 2

Na primeira parte deste texto tentei contra-argumentar a noção de que a homossexualidade é uma doença que pode ser curada. Para tanto, recorri à perspectiva do filósofo Georges Canguilhem sobre o normal e o patológico. Nesta segunda parte, pretendo refletir sobre a possibilidade de uma reorientação sexual. Digo reorientação para evitar as expressões “tratamento” ou “cura” que apontam para uma perspectiva patologizante. A pergunta que move esta segunda parte do texto é se é possível mudar a orientação sexual de uma pessoa, seja da homossexualidade para a heterossexualidade ou vice-versa.

Gostaria inicialmente de comentar um episódio que trouxe à tona, mais uma vez, a questão da “cura gay”. Em entrevista cedida à jornalista Marilia Gabriela, o pastor evangélico (e “psicólogo”) Silas Malafaia afirmou, dentre outras coisas que, o “homossexualismo”, como ele chama, é um comportamento passível de mudança por ser eminentemente comportamental. Para ele, a ciência já demonstrou que a genética não tem qualquer influência na orientação sexual de uma pessoa. Poucos dias após a entrevista ser vinculada, circulou pela internet um vídeo de um geneticista que critica Silas afirmando haver muitas evidências científicas de que a genética, ainda que não determine, influencia de forma significativa na constituição da orientação sexual. Segundo esta perspectiva, não sendo a homossexualidade uma escolha, não seria passível de “tratamento”.

Minha posição geral sobre esta briga pode ser resumida da seguinte forma: tirando poucas características e doenças realmente determinadas por genes, todos os outros comportamentos e traços humanos são constituídos num caldo híbrido de natureza e cultura. Definir a causa ou as causas da homossexualidade me parece uma tarefa um tanto infrutífera e, até certo ponto, desnecessária. O fato indiscutível é que existem pessoas que se identificam como gays e elas devem ser respeitadas não porque a homossexualidade é “genética” ou “comportamental”, mas porque pessoas adultas devem ter liberdade para se relacionar com quem bem entenderem – desde que seja consensual, obviamente. A defesa deste princípio não deve estar atrelada a teorias científicas, mas a pressupostos humanistas. Ficar brigando sobre quem tem acesso à “verdadeira ciência” ou quem é mais cientista do que quem, me parece, neste caso, irrelevante. Além do mais, dizer que a homossexualidade tem base “genética” ou “comportamental” não resolve o problema fundamental da intolerância, pois ambas possibilidades abrem espaço para perspectivas de tratamento, sejam terapias genéticas ou comportamentais.

Tudo isto nos traz de volta à pergunta-guia deste artigo: é possível fazer uma pessoa deixar de ser gay? Outra questão relacionada a esta é: sendo possível, COMO isto poderia ocorrer? Uma outra questão ainda é se é possível fazer o contrário: tornar gay uma pessoa hétero. Afinal, se a homossexualidade é uma escolha, a heterossexualidade também o é, e, como tal, poderia ser revertida. Os partidários da “cura gay” fogem desta questão igual “o diabo foge da cruz”, porque, para a responderem, teriam que admitir que tal “conversão inversa”, independente de ser ou não possível, não é desejável. E por que? Porque consideram a heterossexualidade o normal, o natural e a homossexualidade um pecado, uma abominação. Desta forma, o caminho só poderia ser da homossexualidade para a heterossexualidade e nunca o inverso. Simples assim. Mas nos concentremos agora nas duas primeiras perguntas: é possível fazer uma pessoa deixar de ser gay? E como isto seria possível?

Em primeiro lugar, é importante refletirmos sobre a função de uma terapia, quer seja de reorientação sexual ou não. Na minha visão, terapeutas não mudam pessoas, muito menos as curam (como já havia apontado na primeira parte). Terapeutas auxiliam as pessoas a se transformarem. Portanto, diante de um sujeito que deseja reorientar a própria sexualidade, o terapeuta pode, no máximo, auxiliar a pessoa a transformar-se naquilo que ela deseja. O terapeuta sozinho não tem a capacidade de “mudar” ou “curar” ninguém. Neste sentido, gosto da ideia de que o terapeuta é uma espécie de co-piloto, que ouve, acolhe, orienta e sugere, mas quem realmente é o piloto, ou seja, quem define caminhos e possibilidades, é o sujeito, paciente ou cliente. Terapeuta e paciente são, como aponta Irvin Yalom, “companheiros de viagem”.

De uma forma geral, as pessoas chegam até um terapeuta por basicamente duas vias: ou o procuram por conta própria, porque sentem que tem alguma coisa errada com a própria vida; ou são encaminhadas, e mesmo forçadas, por outras pessoas a procurarem ajuda, seja porque estão sofrendo muito ou porque estão incomodando os outros. Neste caso, muitas vezes, a pessoa não sente que tem realmente um problema, acreditando que quem deve se tratar são aqueles que a encaminharam. Algumas vezes a pessoa pode estar certa e não haver de fato qualquer problema com ela; em outros, pode-se tratar de um processo de negação, no qual a pessoa não aceita que tem um problema que de fato ela tem. Isto é muito comum de ocorrer com dependentes químicos, que costumam relutar em aceitar tratamento

Neste último caso poderíamos dizer que a pessoa se encontra, segundo o modelo de mudança proposto por Prochaska e DiClemente, no estágio da pré-contemplação, ou seja, não contempla que tem um problema, acha que está tudo bem, quando de fato, tudo está mal ou nem tão bem assim. A pessoa pode permanecer neste estágio ou passar para o seguinte, que é o estágio da Contemplação, no qual a pessoa já contempla que tem um problema, embora não esteja motivada a superá-lo nem saiba como fazê-lo. Da mesma forma, a pessoa pode permanecer deste estágio ou avançar para o seguinte, que é o da Preparação. Nesta fase o sujeito já concebe que tem um problema, deseja superá-lo e começa a preparar-se para isso. Na fase seguinte, a da Ação, o sujeito já iniciou o seu processo de mudança e está motivado e engajado em fazer diferente. No entanto, não basta iniciar o processo de mudança, ele deve permanecer nele. Neste sentido, a fase da Manutenção é fundamental. Nela, o sujeito procura criar estratégias para manter-se motivado e engajado no processo de mudança. Se as estratégias utilizadas forem bem sucedidas, o sujeito pode permanecer indefinidamente neste estágio. Se não, poderá recair para algum estágio anterior, seja o da pré-contemplação ou o da contemplação. No entanto, esta recaída, bastante comum e até mesmo esperada em qualquer processo de mudança, pode ser apenas momentânea. Este modelo, embora bastante genérico, é bastante útil para compreendermos que o processo de mudança, qualquer que ele seja, depende substancialmente da motivação e do engajamento permanente dos sujeitos – o que talvez explique o fracasso retumbante da maioria dos tratamentos compulsórios que tem se disseminado por aí. E mais: tal modelo aponta para o fato de nenhuma mudança ser necessariamente permanente, sendo as recaídas partes integrantes do processo.

Por tudo isto, forçar uma pessoa a se tratar não costuma ser uma tática muito eficaz. Logicamente, e vamos pensar no caso dos dependentes químicos, a mudança é possível mesmo que a pessoa inicialmente negue que tem um problema. No entanto, para que ela saia da fase de pré-contemplação e passe para a fase de contemplação é necessário um trabalho cuidadoso de escuta e diálogo que pode levar ou não a pessoa a se dar conta de que tem um problema. No caso deste trabalho fracassar, dificilmente a pessoa caminhará em direção à mudança, o que é um tanto óbvio: se a pessoa não acha que tem um problema por que, afinal de contas, ela se engajaria num processo de mudança? Se, por outro lado, a pessoa passar a contemplar o próprio problema, aí ela pode seguir para as etapas seguintes. Mas nem neste caso, há a certeza do “sucesso” – entendido aqui como a manutenção do processo de mudança (por quanto tempo? Difícil definir. Talvez a palavra sucesso seja inadequada, afinal, por exemplo, um sujeito que conseguiu manter-se abstêmio por 5 anos foi, de certa forma, bem-sucedido em sua empreitada, mesmo que esta não tenha sido “para toda a vida”). Tudo isto aponta para a importância da motivação, ou seja, do desejo de “querer mudar” para que qualquer transformação se efetive.

No entanto, a motivação, ainda que necessária, não é suficiente. Muitos limites estão em jogo. Nem toda mudança é possível. Se você é negro e deseja se tornar branco, a menos que você seja o Michael Jackson, isto não será possível – ou melhor, ainda não é possível, felizmente. Existem até formas de clarear a pele, mas a menos que você tenha alguma doença, você permanecerá negro, pois isto é, de certa forma, constitutivo. Agora vamos supor que um dia haja uma forma de “reorientar sua cor de pele”. Isto seria desejável? De forma alguma, afinal porque as pessoas buscariam tal forma de “tratamento”? Certamente porque se sentiriam incomodadas com a própria cor de pele. E porque se sentiriam assim? Não tenho dúvidas de que isso ocorreria por viverem numa sociedade em que a pele branca é valorizada e a negra desvalorizada e estigmatizada. Senão, por que elas desejariam ser diferentes do que são? Simplesmente por motivos estéticos do tipo “eu acho branco mais bonito que preto”? Mas será que tal pessoa teria tais preferências estéticas se vivesse numa sociedade em que o negro fosse valorizado? Dificilmente. Afinal, nossas preferências estéticas dizem muito do mundo em que vivemos. Se achamos bonita a pele clara, o cabelo loiro e os olhos azuis é porque fomos “moldados” socialmente a pensar assim. Se fôssemos aborígenes australianos talvez considerássemos tal padrão muito pouco atrativo.

Da mesma forma, poderíamos perguntar por que, afinal, uma pessoa desejaria, hoje em dia, reorientar a própria sexualidade? E mais: porque o desejo de reorientação se dá sempre da homossexualidade para a heterossexualidade e nunca – repito: NUNCA – no sentido contrário. Ou você sabe de algum caso de um sujeito heterossexual que deseja se tornar gay? Os motivos para isso são absoltamente claros para mim: o sujeito deseja deixar de ser gay e tornar-se hétero porque a heterossexualidade é valorizada socialmente – ao contrário da homossexualidade, que é carregada de estigmas e alvo de um enorme preconceito. Se não fosse assim, porque, afinal de contas, as pessoas procurariam uma “terapia de reorientação sexual”? Com tudo isso quero apontar que tanto o desejo de ser reorientado quanto a disponibilidade de “tratamentos” como esses, só são possíveis num mundo como o nosso. Numa sociedade mais igualitária e menos preconceituosa, ambos seriam simplesmente inconcebíveis.

Uma outra questão é se ser gay é “constitutivo” da mesma forma que ser negro. Biólogos tendem a responder que sim. Sociólogos que não. Psicólogos se dividem a respeito. Eu tendo a pensar que não. Como já expressei em outros momentos, acredito que a sexualidade humana é muito mais complexa do que fazem supor as categorias homossexual e heterossexual. A famosa Escala de Kinsey já apontava para isso no início do século passado. Para quem não conhece, tal escala apontava para uma classificação da sexualidade humana que ia além deste binarismo, apontando mesmo para uma variação de graus. Segundo Kinsey, a orientação sexual dos seres humanos vai desde os “exclusivamente heterossexuais” até os “exclusivamente homossexuais”, passando pelos “heterossexuais ocasionalmente homossexuais” até os “homossexuais ocasionalmente heterossexuais” e os bissexuais, que seriam ao mesmo tempo heterossexuais e homossexuais. Na atualidade, o movimento dos assexuados e a emergência dos pansexuais, quebram ainda mais a visão da sexualidade humana enquanto restrita ao binarismo heterossexualidade-homossexualidade. Segundo esta visão, a perspectiva de uma “cura gay” não passaria de uma “passagem de ida”, talvez momentânea, talvez não, da homossexualidade para a heterosexualidade. A “passagem de volta” seria concebida não como uma recaída, mas como uma possibilidade dentre outras. Desta forma, sendo a sexualidade humana concebida de uma forma tão dinâmica e fluida, a noção de certo e errado e de norma e anormal se desfaz. Não há mais ponto de partida ou de chegada. Todos os caminhos são possíveis.

Mas vamos supor que esta concepção esteja equivocada e a sexualidade humana se resuma basicamente à heterossexualidade e à homossexualidade – sendo a bissexualidade uma mentira, como alguns acreditam. E vamos supor também que um sujeito homossexual procure um psicólogo querendo tornar-se hétero. Como seria este tratamento?

Bom, em primeiro lugar é preciso diferenciar dois “objetos” possíveis para um tratamento como esse: o comportamento e o desejo. Porque uma coisa é o sujeito deixar de comportar-se como gay (o que pode significar em alguns casos agir de forma menos afeminada ou masculinizada e de uma forma geral deixar de se relacionar com outras pessoas do mesmo sexo, seja afetivamente e/ou sexualmente) e outra coisa é não sentir desejo por pessoas do mesmo sexo. “Tratar” o comportamento pode até ser difícil, mas talvez seja possível. Afinal, nem sempre agimos conforme desejamos. Algumas vezes podemos ter pensamentos homicidas ou suicidas, mas acabamos não os transformando em realidade. O próprio Freud já nos alertava, no início do século passado, que viver em sociedade implica em uma certa renúncia de nossos impulsos sexuais e destrutivos. Mas como evitar o desejo?

Talvez com um exemplo tosco, a questão fique mais clara. Vamos supor que você goste muito de chocolate. Agora vamos admitir que você passe, em certo momento, a não achar mais correto comer chocolate, seja porque dizem que faz mal ou porque você não quer engordar. Então você decide não comer mais chocolates – ou seja, você quer curar sua chocolatria. Com um certo autocontrole é possível que você consiga evitar comer chocolate. Talvez você evite ir à festas ou a lugares que você ia comprar chocolate para evitar cair em tentação. Talvez você busque prazeres alternativos. Com tudo isso, você segue firme em sua missão de não comer chocolate. Mas será possível nunca mais desejar colocar um chocolate na boca?

Os partidários da “cura chocólatra” podem afirmar que sim. Com o tempo, poderiam dizer, o desejo vai diminuindo à medida que você se afasta dos estímulos que poderiam lhe fazer cair em tentação. O problema é que, para isso, você talvez tenha que se afastar de tudo e de todos. Sozinho no quarto talvez você consiga realmente atingir seu objetivo. Mas a questão é que você está no mundo, sujeito a ver pessoas comendo chocolate, assistir na TV propagandas de marcas de chocolate… e uma hora, mesmo sem estes estímulos externos, você pode simplesmente desejar colocar mais uma vez uma deliciosa barra de chocolate na boca. Sobre isto, os partidários da “cura chocólatra” tem um argumento “imbatível”: deixar de comer chocolate é como parar de fumar ou abandonar o sedentarismo. No início é difícil, mas com o tempo vai ficando mais fácil até se chegar ao ponto de o desejo inicial nem mesmo existir. Afinal, não existem ex-fumantes e ex-sedentários? Por que então não poderiam existir ex-chocólatras?… E ex-gays?

Voltando para a questão da “cura gay”, algumas pessoas poderiam utilizar o mesmo argumento: deixar de ser gay é como deixar de fumar ou de comer chocolate. No início é difícil, sofrido, mas com o tempo a pessoa se acostuma com nova realidade até o ponto de o desejo cessar. Neste sentido, poderia se falar em ex-gay como alguém que passou tempo suficiente sem praticar o “comportamento homossexual” que fez cessar o “desejo homossexual”. No entanto, a metáfora do chocolate tem seus limites. Não dá para comparar o desejo por chocolate com o desejo afetivo-sexual, pois estão em planos “existenciais” distintos. A satisfação provocada por um chocolate está, sem dúvida, em um nível mais superficial do que a satisfação (ou insatisfação) provocada por um relacionamento. Neste sentido, negar o desejo por um chocolate talvez seja mais fácil do que negar um desejo afetivo-sexual. Obviamente, a frustração faz parte da vida. Nem sempre podemos ou devemos comer chocolate, mesmo desejando muito. Da mesma forma, nem sempre conseguimos nos relacionar afetiva e/ou sexualmente com aqueles que desejamos. No entanto, uma coisa é não nos relacionarmos com algumas pessoas que desejamos; outra, bem diferente, é não nos relacionarmos com nenhuma das pessoas que desejamos. Se, por exemplo, o sujeito sente desejo exclusivamente por homens e, por algum motivo, só pode se relacionar com mulheres, provavelmente emergirá uma enorme frustração e insatisfação com a vida. Não é por outro motivo que muitos sujeitos que passam por terapias de reorientação sexual tornam-se pessoas depressivas ou atormentadas e alguns chegam mesmo a se suicidar – caso do matemático Alain Turing. Afinal, estão negando uma parte muito forte e profunda de si mesmos. Alguns desses sujeitos, por outro lado, tornam-se famosos militantes anti-homossexualidade – até serem pegos com “a boca na botija”, claro.

Com relação aos ex-gays, não tenho como dizer que todos estão mentindo e que tudo não passa de um grande engodo. Como já disse em outro momento, não há como afirmar categoricamente que tal “conversão” seja impossível. O fato de eu e muita gente não acreditar nisso não significa que estejamos certos. Podemos estar errados! Se uma pessoa falar para mim, olhando nos meus olhos, que deixou de ser gay, eu tenho todos os motivos do mundo para duvidar dela, mas não tenho como penetrar em seus desejos mais profundos para desmentí-la. Só o que tenho são suas palavras contra minhas crenças. O que fazer?

Uma possibilidade é negar terminantemente: “Não existe ex-gay. Uma vez gay sempre gay. Não é uma escolha, é um destino”. Talvez seja verdade e a tal “reorientação sexual” não passe de um retorno para “dentro do armário”. Mas volto à questão: como lidar com o sujeito que afirma ser um ex-gay? Como provar que ele está mentindo? Vamos colocá-lo diante de um filme pornô gay e verificar se seu pênis fica entumecido ou então se as regiões de seu cérebro ligadas ao prazer se ativam? Podemos até fazer isso com alguns, mas faremos com todos aqueles que se dizem ex-gays? Iniciaremos uma “caça às bruxas” para provar que todos eles não passam de um bando de mentirosos? Por que faríamos isso? Afinal, eles estão fazendo algum mal a alguém? Na minha opinião, eles até podem estar mentindo ou negando um desejo constitutivo, mas eles tem o direito de se relacionarem (ou não se relacionarem) com quem quiser. O problema não está neles, mas sim no mundo ao redor deles, que faz com que esses sujeitos queiram deixar de ser gays para tornarem-se héteros.

Desejo sinceramente que chegue um momento em que tais “terapias de reorientação sexual” não existam mais. Não por serem proibidas, mas por simplesmente não fazerem mais sentido. Neste contexto, os rótulos não terão o peso que tem hoje e as pessoas poderão ser o que bem entenderem e deixar de ser no momento seguinte, se assim o quiserem. Serão, pelo menos no que diz respeito ao afeto e à sexualidade, livres.

Texto originalmente publicado em: http://psicologiadospsicologos.blogspot.com.br/2013/02/homossexualidade-como-curar-o-que-nao-e.html

Felipe Stephan Lisboa
Psicólogo, especialista em Ciências Humanas e Saúde pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ, e responsável pelo blog Psicologia dos psicólogos.
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