A cor da fé

Seria o delírio uma espécie de fuga ao desencantamento do mundo?

Por Irenides Teixeira e Mardônio Parente

Irenides é Psicóloga, Fotógrafa, graduada em Publicidade e Propaganda com mestrado em Comunicação e Mercado. Professora dos cursos de Comunicação Social e de Psicologia do CEULP/ULBRA.

Mardônio é Médico psiquiatra, fotógrafo e sócio fundador da regional tocantinense da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES/TO). Mestre e doutorando em Psicologia pela UNESP/Assis. Professor no curso de Psicologia do CEULP/ULBRA.

As imagens abaixo são imagens de fé religiosa. Pessoas de fé, em atos de fé, nos fazem lamentar a pobreza de um mundo cético e seco de significações, que – em nome da lógica e da razão, esses álibis precários – às vezes tenta se impor em nosso cotidiano. Seria o delírio, assim como a fé religiosa, uma espécie de fuga ao desencantamento do mundo?

O trecho abaixo, de autoria de Nobre de Melo, psicopatologista brasileiro, foi escrito a respeito do delírio, mas poderia não ser:

Dir-se-ia que todo o mundo perspectivo circundante […] passa a encher-se de significações ocultas, dantes inexistentes, abrangendo coisas, objetos, animais pessoas, um universo, enfim, de significações novas […]. Tudo em torno adquire sentido. Não há evento, por mais banal e rotineiro, que não encerre alguma intenção, que o paciente deseje ardentemente decifrar. Tudo quer dizer alguma coisa. Nada ocorre por acaso.

Mardônio Parente

Irenides Teixeira
Psicóloga, Fotógrafa, graduada em Publicidade e Propaganda com mestrado em Comunicação e Mercado. Doutora em Educação pela UFBA (2014). Atualmente é professora e coordenadora do Centro Universitário Luterano de Palmas nos cursos de Comunicação Social e Psicologia.  E-mail: irenides@gmail.com
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