De fé e de graça: o vermelho na religiosidade do tocantinense

“O vermelho é morte, mas também é vida.”

Por Mårcio Di Pietro

Márcio Di Pietro trabalha na área de jornalismo desde 1973. É repórter fotográfico e acadêmico do curso de Comunicação Social do CEULP/ ULBRA. Já trabalhou com  jornais e revistas da imprensa nacional e está no Tocantins desde 1989, onde participou do processo de implantação do Estado, divulgando a região, registrando suas belezas naturais e os principais eventos. 

 

Um dos símbolos da Páscoa cristã é o vermelho, em virtude da morte dos primogênitos do Egito, quando Deus promoveu a libertação do povo hebreu da escravidão. Já o sangue de Jesus, derramado na cruz do Calvário, é considerado a máxima demonstração do amor divino pela humanidade. O cordeiro vivo, sacrificado pelo bem dos demais.

Assim, páscoa é sacrifício. Dedicação. Fé. Elementos marcantes do cotidiano histórico do tocantinense, em suas diversas manifestações religiosas e culturais. O vermelho é morte, mas também é vida. É sangue que corre, como símbolo de que tudo se renova.

A fé que move a devoção. A fé que é parte da religião. A fé que faz da Páscoa, tempo de celebração. A manifestação da fé, em sua beleza e simplicidade, está evidente no registro fotográfico de Márcio Di Pietro. As lentes sensíveis documentam, com total respeito, a folia do Divino Espírito Santo, os cortejos em Paranã e Bonfim, as imagens e templos sagrados de Natividade. Percorrendo as tradições, mantém-se a vida.

É tempo de páscoa. E sempre é tempo de vida.
Jocyelma Santana – Jornalista e professora do CEULP/ULBRA

Márcio Di Pietro
Trabalha na área de jornalismo desde 1973. É repórter fotográfico e acadêmico do curso de Comunicação Social do CEULP/ULBRA. Já trabalhou com jornais e revistas da imprensa nacional e está no Tocantins desde 1989, onde participou do processo de implantação do Estado, divulgando a região, registrando suas belezas naturais e os principais eventos.