Medusas

“Este ensaio é uma espécie de elegia à morte, à angústia e à solidão…”

Por Irenides Teixeira e Mardônio Parente

Irenides é Psicóloga, Fotógrafa, graduada em Publicidade e Propaganda com mestrado em Comunicação e Mercado. Professora dos cursos de Comunicação Social e de Psicologia do CEULP/ULBRA.

Mardônio é Médico psiquiatra, fotógrafo e sócio fundador da regional tocantinense da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES/TO). Mestre e doutorando em Psicologia pela UNESP/Assis. Professor no curso de Psicologia do CEULP/ULBRA.

Fotografar estátuas é minimamente curioso.  Afinal, qualquer objeto capturado pela objetiva de uma câmera vira estátua de si mesmo, transformando-se em um vestígio triste do que um dia chegou a ser. Aqui vêem-se estátuas de estátuas.

Este ensaio é uma espécie de elegia à morte, à angústia e à solidão, pois são angústia, solidão e morte que nos fazem ir em direção  à alegria, ao encontro e à vida.

As estátuas aqui capturadas estão espalhadas por aí, adornando cemitérios pelo mundo. Mas não é por isso que a morte é objeto deste ensaio, mas porque qualquer ato fotográfico é – acima de tudo – um assassinato e o fotógrafo, qual triste Medusa, está eternamente
condenado a transformar em estátua tudo aquilo que mira.

Mardônio Parente

Irenides Teixeira
Psicóloga, Fotógrafa, graduada em Publicidade e Propaganda com mestrado em Comunicação e Mercado. Doutora em Educação pela UFBA (2014). Atualmente é professora e coordenadora do Centro Universitário Luterano de Palmas nos cursos de Comunicação Social e Psicologia.  E-mail: irenides@gmail.com
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