O Voo Fugitivo

“E mesmo sem planos, agarrou-se a ideia, como quem galga um socorro.”

Por Adriana Rocha Pereira
Acadêmica do curso de Direito do CEULP/ULBRA e Voluntária do EnCena
Por último, o fim.
Não o contrário, nunca o começo.
Da janela, o som agudo das palavras caindo contra o piso povoa o ambiente.
E mesmo sem planos, agarrou-se a ideia, como quem galga um socorro. A porta de escape, sua salvação.
Do contrário, o sempre e algoz, retrocesso, albatroz.
Que voa, voa, voa…
Como já era esperado, fora atacada pela ideia do voo fugitivo.
Para longe, lá de longe, ainda bem mais fundo, tornar-se-ia digna de sua vitória, mesmo indigna do escape.
De resto, o cântico matinal.
Do ser obscuro, impensante, irreal.

Hudson Eygo