A Psicologia é bem mais do que essas caixinhas que nos impõem

Um bando de loucos: girando em círculo, de mãos dadas, contra a música, em perfeita união e anarquismo.

Um bando de loucos: de mãos dadas; pulos e gritos; de caras pintadas.

Em meio à paisagem urbana: canções, reggae e casarões.

Um bando de loucos: uma tribo de índios brancos, pardos, mamelucos, amarelos, negros e mulatos.

Várias bandeiras, sob um mesmo sol…

Essa é a imagem que impactava a quem quer chegasse no VIII Encontro Regional de Estudantes de Psicologia do Norte-Nordeste – 2012 (EREP N/NE) em São Luis – MA.

Concentrados na UEB Jornalista Neiva Moreira escola, no Bairro Bequimão, em São Luis – MA, anarquismo era a palavra de ordem!

No peito um ideal: MUDANÇA! Bem mais que militantes: Estudantes, com força, disposição e coragem para fazer, inovar e criar.

E foi nesse o Espírito que impulsionou o EREP N/NE do iniciou ao fim.

Estudantes de Psicologia dos estados Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins juntos para discutirem Psicologia e Política: Contradições e Aproximações – de Atenas a Jamaica.

Durante os quatro dias do evento, as discussões seguiram três eixos: Psicologia e Estado; Psicologia e Poder; Psicologia e Distanciamentos Políticos-Regionais.

E o porquê política?

A política está em tudo, é uma discussão que perpassa o pleito eleitoral, e se instaura nas relações. É sob esse entendimento que a psicologia se apropria do tema política. Enquanto acadêmicos de psicologia, e futuros profissionais, cabe a nós nos questionarmos e provocarmos na sociedade/comunidade essa discussão.

As atividades do EREP (Grupos de Discussão; Eixos Temáticos; Elos Temáticos; Encontrações; Intervenções e Vivências) visavam emanar na sociedade uma nova demanda: O papel de cada um nessa construção política!  Possibilitando por meio desse debate, uma reflexão que atinge proporções tanto acadêmicas quanto sociais, permeadas por uma construção cultural, onde a dialética promove e se promove, e transforma uma (ou varias) realidade(s).

O foco é tanto no estado, enquanto no cidadão, este último como agente construtor do estado (ultrapassando a barreiras geográficas e temporais), tudo isso atravessado por uma psicologia que se ocupa dos movimentos sociais.

Um grupo, organização independente, rompendo com as muralhas da academia e se lançando no mundo, projetando-se no meio da comunidade e provocando a transformação, a inovação. Mais que um ideal, o EREP N/NE é uma realidade!

E o extrato de tudo?

O EREP é uma mistura massa!

Para saber mais:

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Hudson Eygo
Psicólogo, Coordenador do Serviço de Psicologia – SEPSI do CEULP/ULBRA, Coordenador da Área de Psicologia do Portal (En)Cena – A Saúde Mental em Movimento, e Colunista do Blog Psicoquê. E-mail: hudsoneygo@gmail.com
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