O olhar diferenciado no fotojornalismo de Evandro Teixeira

Sou um homem manejando uma câmera. Quando bem operada, é um fósforo aceso na escuridão. Ilumina fatos nem sempre compreensíveis. Oferece lampejos, revela dores do impasse do mundo.
E desperta nos homens o desejo de destruir esse impasse”.

Evandro Teixeira

Fonte: https://goo.gl/mcvMzY

Evandro Teixeira é brasileiro, graduado em Belas Artes e reconhecido no mundo inteiro como um dos maiores fotojornalista existentes. Mas antes de falar de sua carreira de sucesso, vamos conhecer um pouco do ser humano que é, para então, falarmos do grande profissional que se tornou. em 1935, em Irajuba – BA.

Durante a infância humilde em Jequié, no interior da Bahia, o fotojornalista nunca imaginou que um dia veria seu trabalho exposto em outros países. No entanto, a arte sempre se fez presente em sua vida. Ainda quando menino, já improvisa sessões de cinema usando uma caixa de papelão, fazendo a felicidade dos amigos. Adiante começou a aprender a arte da imagem com o sobrinho de Glauber Rocha, Nestor Rocha.

“A Passeata dos Cem Mil”, em 1968 Fonte: http://zip.net/bftKxN

Em 1957, Evandro deixou Ipiaú – BA, a caminho do Rio de Janeiro, num “PAU DE ARARA” DO LOYDE AÉREO. Iniciou sua carreira na área de fotojornalismo em 1958, no no jornal carioca Diário da Noite, onde ficou até 1962, em seguida foi para o Jornal do Brasil, permanecendo até 2010.

Umas das câmeras mais usadas pelo fotografo são: Canon D5  MACK II e Leica M. E Evandro ainda frisa que o que não pode falta em sua bolsa é uma Leica, que ele considera como uma máquina digital de bolso. O Fotojornalista declara seu amor pela fotografia e declara que é um homem apaixonado pela fotografia, pois fotografar é conhecer gente.

Evandro diz que toda sua carreira foi e é construídas por bons momentos. De uma resilencia incrivel, o fotografo diz que nunca teve uma momento ruim, pois acredita que nós podemos e devemos mudar os momentos ruins. Me atrevo a concordar e fazendo uma analogia com a fotografia, se o ângulo está ruim, podemos e devemos buscar e encontrar um ângulo melhor.

Evandrro tem um punhado de fotografias, desde de guerra até esportes, mas diz que a fotografia que mais o marcou, foi quando fotografou a morte do poeta Pablo Neruda.. Foram registros exclusivos e diz que a comoção de todos era tão forte que foi impossível não se envolver com o sentimento comum. Dieclara ter sido a única vez em que chorou durante o trabalho.

Adepto da teoria de Heráclito “Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.”  Evandro diz ter um acervo bem completo de fotografia, mas que o mundo muda o tempo todo e mesmo o mesmo pode ser diferente.

Inspirado pela avó em voltar ao sertão da Bahia, em Canudos. Se fez presente lá por 4 anos e declara que foi uma de suas experiências mais desafiadoras. Relata ter sido uma experiência maravilhosa, pois conheceu de perto os sobreviventes da Guerra de Canudos, podendo ouvir e conhecer sobre a história no lugar em que ocorreu. Está aventura gerou fruto, o livro ´´Canudos 100 anos“. Até hoje se emociona a falar sobre o assunto e diz voltar lá todo ano, no mesmo dia do ano em que houve a derrubada da Guerra.

Autor de diversar fotos excluisvas da ditadura, Evandro diz que seu olha e protestesto eram a fotografia. Suas fotos ficaram marcadas como resistência política. Ele a firmas o importante papel da fotografia na revolução. Diz que sempre era muito dificultoso registrar e permanecer com o registro, já que corriam sempre o risco de serem presos, massacrados ou quebrados na rua. Era uma luta para permanecer e sobreviver ao efeito da fotografia, pois quando publicada, e não fosse de acordo com as autoridades da época, sofriam perseguições, prisões e censuras. Para Teixeira, fotojornalismo é um ato politico e social.

Fonte: http://zip.net/bbtKrT

Suas fotografias são de grande destaque e integram acervos importantes como o de MAM e do MAR, no Rio de Janeiro; São Paulo, do Masp;, Belas Artes de Zurique, na Suíça; e Museu de Arte Moderna La Tertulha, Colombia. Tem autoria em 5 livros: Fotojornalismo, Canudos 100 Anos, Livro das Águas, Pablo Neruda: Vou Viver, 68 Destinos: Passeata dos 100 Mil e seu último livro lançado e 2015, Evandro Teixeira: Retratos do Tempo, 50 anos de Fotojornalismo. O livro Fotojornalismo se encontra na na biblioteca do Centro de Artes George Pompidou, em Paris.Seu curriculo foi inserido na Enciclopédia Suíça de Fotografia, que reúne os maiores fotógrafos do mundo. Já recebeu diversos prémios, como exemplos temos:Unesco, Nikon e da Sociedade Interamericana de Imprensa.

Assim como qualquer fotógrafo, Evandro teve em quem se inspirar e tomar como referência. Ele cita os fotógrafos ícones da fotografia mundial Cartier-Bresson e Sebastião Salgado. Humilde e gente como a gente, declara ser um eterno aprendiz, o que é visível ao dizer que seus planos futuros é continuar fotografando e buscando sempre o melhor ângulo. Segue com sede de fotografia e fica emocionado com um Brasil que volta às ruas por reivindicações. Evandro Teixeira ainda deixa uma dica para o amantes do fotojornalismo e que estão iniciando a carreira: ´´Estejam presentes, atentos e em busca de surpreender aos outros e a si mesmos.“ Evandro é continuará sendo uma grande fonte de inspiração. Homem íntegro, humilde e apaixonado pelo que faz.

REFERÊNCIAS:

www.evandroteixeira.com.br

http://kdfrases.com/autor/her%C3%A1clito

http://photos.com.br/evandro-teixeira-em-entrevista-exclusiva/

http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/acervo/infoto/biografia-de-evandro-teixeira/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Evandro_Teixeira

http://iphotochannel.com.br/fotopedia/evandro-teixeira-o-fotojornalista-do-brasil

http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/A-fotografia-como-resistencia-politica-Evandro-Teixeira-e-a-ditadura-brasileira-/31608

http://lounge.obviousmag.org/memorias_do_subsolo/2014/01/a-poesia-das-lentes-de-evandro-teixeira.html#ixzz4f2Cj4Np1

http://photos.com.br/evandro-teixeira-em-entrevista-exclusiva/