Maria José Esteves de Vasconcellos e a visão sistêmica novo-paradigmática

Nesta segunda feira 06, o Ceulp recebeu a visita de Maria José Esteves de Vasconcellos, que ministrou a palestra “Visão sistêmica novo-paradigmática: um convite para transformarmos nosso viver”. O evento ocorreu às 19 horas, no miniauditório 543, promovido pelo Ceulp em parceria com a equipe MAS, com o objetivo de ampliar essa visão sistêmica dos ouvintes e também como lançamento da pós-graduação “Atendimento sistêmico: fundamentos e práticas com famílias e redes sociais”, que acontecerá também no Ceulp.

Maria é mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem experiência na área de Divulgação Científica, com ênfase em Novo Paradigma da Ciência e é autora de diversos livros, entre eles “Pensamento Sistêmico: o novo paradigma da ciência”, no qual ela apresenta desde as origens do paradigma do conhecimento científico até as evoluções e transformações que esse paradigma sofreu ao longo do tempo, apontando também para novas formas de perceber e enxergar o mundo, pensando sistemicamente.

Fonte: Irenides Teixeira

O EnCena entrevistou Maria, que fala das ideias tradicionais como dificuldade em adotar uma visão sistêmica e colaborativa.

Encena – Quais os maiores desafios em buscar promover um atendimento colaborativo e sistêmico entre os profissionais?

Maria José: Eu acho que os desafios são as ideias tradicionais que ocupam as nossas mentes. O desafio em fazer uma mudança de paradigma não está nas ideias novas, mas nas ideias antigas que nos tomam completamente e muitas vezes nos impedem de optar por essas novas alternativas.

EnCena – Quais as vantagens em adotar uma visão sistêmica novo-paradigmática?

Maria José: Eu não sei se é do ponto de vista prático que a gente tem que pensar em vantagens, mas acho que é mais a gente acompanhar o movimento de mudança que está acontecendo no âmbito da ciência. Estar junto desse pessoal que está na linha de frente, promovendo a divulgação dessas mudanças.

EnCena – Você acredita que há um paradigma nas próprias instituições de ensino que limita a formação e o desenvolvimento da ciência, que precisa ser quebrado?

Maria José: Eu acho que é inevitável que as instituições de ensino ainda sejam muito tradicionais, muito embasados no paradigma tradicional da ciência. Mas já existem algumas experiências de cursos com projetos pedagógicos inovadores que a gente pode distinguir como sistêmica. Eu mesma sou consultora sistêmica do projeto pedagógico do curso de engenharia de energia da Puc-Minas que é um projeto pedagógico revolucionário ao meu ver.

EnCena – Você acredita que está próxima ou distante a realidade em que a visão e pensamento sistêmicos prevaleçam, tanto em atendimento quanto na relação com o outro, com o mundo?

Maria José: Infelizmente eu acho que ainda está distante, porque ainda somos muitos poucos que tivemos essa oportunidade de refletir sobre essas questões da mudança de paradigma e de trazer as implicações dessa visão sistêmica para o nosso cotidiano. Mas vamos caminhando para chegar lá, por isso que a gente não pode parar, tem que ir semeando essas ideias.

Nota: Aos interessados em se inscrever na pós-graduação presencial ou se deseja mais informações, procure a coordenação de pós-graduação do Ceulp ou entre em contato pelo telefone (63) 3219 – 8006 ou pelo email posgrad@ceulp.edu.br

Psicóloga em formação no Centro Universitário Luterano de Palmas - CEULP/ULBRA e estagiária no Portal (En)Cena